Bom dia, Pesquisador.

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Existe tradução automática de artigos?

Pesquisadores buscam traduzir seus textos para ganhar visibilidade acadêmica no exterior

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Imagine isso: traduzir todos os resumos, resenhas e artigos sobre a sua pesquisa e publicar em uma revista internacional. Não seria incrível?

Alguns pesquisadores já fazem isso para adquirir visibilidade em outros países. Dessa forma, a candidatura aos programas de pós-graduação no exterior fica mais fácil.

Pensando nesse objetivo e imaginando que você possa querer aproveitar essa ideia, vamos entender o que é tradução e responder a pergunta: será que é possível traduzir automaticamente?

 

O Google Tradutor é uma mão na roda

Com certeza você conhece o Google Tradutor e as suas capacidades. Inserimos um texto em inglês e magicamente o tradutor aponta o que ele significa na nossa língua.

Uma das maiores qualidades de viver na Era da Tecnologia é poder contar com aplicações e programas que resolvem questões que não pareciam tão simples há 20 anos.

Traduzir absolutamente era uma dessas dificuldades. Aprender uma segunda língua pode ser complicado e ter que encarar o nível avançado pode ser assustador.

Por isso, a ferramenta de tradução automática, sendo ela 100% eficaz ou não, já é uma inovação e tanto.

 

“Nenhuma tradução é igual ao texto original.”

 

Mal entendidos na tradução

Entretanto, nós já entendemos que o Google Tradutor tem as suas limitações. Expressões idiomáticas, metáforas e gírias podem ser facilmente mal interpretadas pela aplicação.

Além disso, você pode não ter reparado, mas nem sempre as traduções (mesmo quando feitas pela mão humana) ficam iguais ao original.

Bom, isso acontece porque toda tradução é uma criação. Quando alguém (ou uma máquina) traduz um texto, ele está interpretando e buscando soluções para dar conta do discurso original.

E não, nenhuma tradução é igual ao texto original. Quando lemos um texto traduzido, estamos lendo um texto “novo”. Ou uma versão do texto anterior.

Entendendo que toda tradução é uma criação, podemos afirmar que as traduções automáticas, ou feitas por máquinas, estão criando textos novos em uma outra língua.

Por isso que a tradução fica esquisita às vezes. Há um esforço em tentar dar conta do discurso inicial, mas nem sempre dá certo.

 

Como funciona a tradução

Então, vamos pensar assim. Quando um texto é traduzido automaticamente do inglês para o português, fazemos aquele esforço para corrigir o texto e trazer a melhor versão da nossa língua materna. Sim?

Se fosse ao contrário, teríamos que fazer todo o esforço para corrigir um texto traduzido do português para o inglês. E isso exige conhecimento da Língua Inglesa. Correto?

Por isso, quando tentamos traduzir nossos textos para outra língua, nem sempre eles vão ficar corretos. E, como se não bastasse isso, ainda teremos que corrigi-lo com base no que sabemos da outra língua.

Por esse motivo, as traduções automáticas não são o melhor caminho para cientistas, pesquisadores e acadêmicos.

Se a tradução automática não parece ser o caminho mais simples, então qual é?

 

 

“Traduções automáticas não são o melhor caminho para cientistas, pesquisadores e acadêmicos.”

 

 

Autonomia Acadêmica

O melhor caminho não é pagar alguém para isso. Da mesma forma que os aplicativos vão errar, o tradutor vai criar. O seu texto será uma criação de um terceiro.

É óbvio que, em alguns casos, é possível citar o nome do tradutor. O que é muito justo, afinal, é uma criação dele. Comumente lemos livros e compramos obras inteiras que foram traduzidas. Na ficha catalográfica, e por vezes na capa, o nome do tradutor é mencionado.

Nos casos acadêmicos, também existem os tradutores. No entanto, estamos conversando sobre um caso específico. O pesquisador é o responsável pela transmissão correta da informação e dados de pesquisa em qualquer língua.

Por esse motivo, artigos, trechos de pesquisa não publicados, devem ser traduzidos pelo próprio autor. De preferência escritos pelo próprio autor.

Em um academicoverso em que todos os pós-graduandos, pesquisadores e professores falem e escrevam em uma segunda língua, o ideal é produzir nela.

Não só porque produzir versões é (chato) dispendioso, mas porque é mais simples pensar na língua em que o texto está sendo produzido. 

Caso você precise escrever um texto em inglês, tente ao máximo pensar em inglês.

 

 

Saindo do conto de fadas

Em uma realidade brasileira, nem todos os pesquisadores dominam uma segunda língua (e tudo bem). Nesses casos, como fazer?

Por incrível que pareça, vamos voltar ao Google Tradutor. Uma excelente dica é usar os tradutores automáticos a seu favor. Pensando nas aplicações como ferramentas, podemos pensar em diversas soluções simples para essa empreitada.

Vamos supor que esses textos já estejam escritos, um pequeno compilado de 3 artigos científicos. Para traduzi-los o primeiro passo é compreendê-los.

É preciso lembrar que autoplágio é autoplágio em qualquer língua. Se a revista estrangeira pediu um artigo original, ele não pode ser a versão inglesa do publicado em português (mas algumas revistas aceitam versões).

Após compreender e traçar uma estrutura, tente escrevê-lo em inglês, por partes. Caso você tenha mais familiaridade com a língua, produza o quanto se sentir confortável.

Se não tiver familiaridade, use o Google Tradutor (ou Linguee ou Grammarly). Procure saber como o que você pensou pode ser escrito em inglês.

Somente inserir um termo num aplicativo não vai ajudar. É necessário ter um conhecimento prévio de que “algo não está muito certo” e pesquisar sobre.

É importante saber que traduzir automaticamente pode diminuir a sua credibilidade, por isso aprender e pesquisar sobre o uso da língua estrangeira escolhida pode ser a melhor saída.

 

Concluindo

Traduzir artigos e publicá-los no exterior é uma ideia fantástica. Abre portas para novas oportunidade e traz novas reflexões para o trabalho do pesquisador. Por isso, é uma tarefa muito válida.

No entanto, precisamos pensar em como fazer isso conservando a correção das informações prestadas. Como esse texto será recebido? É importante que esteja em conformidade com os dados coletados.

Além disso, o profissionalismo deve transpassar assim como nos textos em português. A reputação é importante para os acadêmicos e a primeira impressão é a que fica.

Com isso, vamos usar as ferramentas para criar pesquisas em língua estrangeira e não apenas suprir revistas de versões já publicadas. É possível trazer dados em um texto “novo”, e por vezes até mais simples.

Para outras dúvidas e incertezas, a Equipe possui o serviço de revisão em Língua Inglesa. Se precisar, nós estamos no chat.

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