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Como fazer um artigo científico?

Aprenda a construir um artigo científico do zero de forma simples e rápida.

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Deixamos um resumo no final do post ↓

Como fazer um artigo científico é uma das perguntas mais feitas pelos acadêmicos (e estudantes, por que não?) no Google. Mas quando se trata de escrita científica, nem tudo são flores.

Vamos dissecar o papel de cada etapa na construção de um artigo e como é possível elaborá-lo de forma simples e rápida.

O que é um artigo científico?

Artigos científicos são pequenos textos de até 25 páginas que apresentam o recorte sobre uma pesquisa científica.

Se você está na universidade, estudando para se formar em medicina, é muito possível que você escreva alguns artigos científicos durante a sua carreira.

Para atualizar outros profissionais ou até mesmo como comprovação de estudo, o artigo engloba um trecho daquilo que você aprendeu.

Um estudante de medicina, por exemplo, pode escrever sobre uma prática comum no hospital em que estagiou.

Ele não precisa elaborar uma tese e levantar inúmeras hipóteses, basta que ele escreva sobre algo “pequeno”.

 

Como começar um artigo?

É muito comum que pesquisadores iniciantes tentem escrever um texto acadêmico ou científico com base no que aprenderam no Ensino Médio. Não é assim que se faz.

Textos informativos, no geral, precisam de argumentos relevantes com base concreta em outras pesquisas. Ou seja, não adianta sentar e escrever uma introdução, desenvolvimento e conclusão. Textos científicos começam pelos dados.

É claro que para escrever o pesquisador precisa ter um conhecimento prévio daquilo que irá descrever, mas, para preservar a correção das informações, os dados precisam ser exatos, conferidos e encontráveis.

Por isso que todo artigo científico deve começar pela pesquisa. E a organização dessa pesquisa é essencial para a vida acadêmica desse profissional.

Não sei o que pesquisar!

O que causa grande desconforto aos autores acadêmicos é não saber o que pesquisar ou não encontrar referências que comprovem a pesquisa que está em curso.

Veja, é justamente por esse motivo que os dados vêm primeiro. Uma boa forma de começar é investigando áreas afins, elementos que chamaram a sua atenção durante as leituras, aulas, congressos e exposições.

Estar imerso na “cultura acadêmica” faz com que o pesquisador crie perspectiva. Por isso, muitas vezes, os professores universitários parecem ter maior facilidade na escrita acadêmica. Na verdade, eles só têm mais contato com o meio.

Então, para começar, o diálogo é super importante. Converse com colegas, professores e com textos (leitura é fundamental) para descobrir aquilo que pode abrir as portas para uma descoberta.

 

 

Precisa inventar algo novo?

E descoberta é um termo ótimo. Pesquisadores costumam escutar que textos acadêmicos são iniciados por uma pergunta ou por uma lacuna… mas o que é essa pergunta? O que significa essa lacuna?

Vários textos acadêmicos já foram escritos sem pergunta nenhuma, você pode respirar tranquilo. Mas o que move todos esses textos é a descoberta. Quanto maior o prazer pela descoberta e curiosidade de um pesquisador, melhor é a leitura dos seus textos.

Portanto, descobrir é literalmente mostrar algo. Remover o lenço da ignorância. Por isso o pesquisador pode “descobrir” algo novo ou algo que ele não sabia até aquele momento.

Textos científicos não são novos, mas inovadores quando desvelam algo para o leitor.

O que vem depois dos dados?

Com os dados em mãos, o recorte é o segundo passo. Infelizmente, artigos são curtos, com isso muitos dados podem poluir a mensagem.

Através dos resultados elaborados a partir dos dados, cabe ao escritor acadêmico a seleção daquilo que ele quer descrever. Caso exista mais de um resultado (que não forme um panorama), você pode elaborar mais de um artigo.

É a partir desse “resultado” que o artigo científico será escrito. Ele é o ponto de chegada (ou núcleo, se preferir).

Nessa etapa, você pode desenhar um mapa, criar tópicos, elaborar um rascunho. O que importa é que todo o texto seja construído para alcançar o resultado (que pode ser hipotético, sem problemas).

Vamos escrever esse artigo

Com dados e resultados, o pesquisador irá começar efetivamente a escrever o texto. Uma boa regra para construção é a famosa tese, antítese, síntese.

Caso você nunca tenha escrito um texto acadêmico, do tamanho que for, ou ache que nenhum texto está a altura, aí vai uma fórmula básica que pode ser usada com frequência. Existem outras, mas para exercício, faz sentido começar por essa.

TESE

Inicie a introdução com a ideia central. Faça uma suposição. Essa suposição não precisa necessariamente ser a pergunta central do texto, mas ela precisa obrigatoriamente ser respondida.

Ao elaborar a introdução, tenha em mente que os dados serão aprofundados ao longo do texto, por isso, mantenha apenas os destaques daquilo que você pesquisou.

ANTÍTESE

Artigos científicos, ou artigos acadêmicos, não possuem capítulos. Por isso o desenrolar do texto pode ser feito por seções, ou seja, pequenos títulos em negrito que irão separar o seu raciocínio lógico.

Lembre-se, ao escrever um artigo, o autor está ensinando, guiando o leitor pelo caminho de compreensão de resultados.

No momento de antítese, comece a elaborar “justificativas”. Se alguém pudesse comprovar que os seus dados estão errados, o que poderia ser escrito para desmenti-lo?

Apresente os dados como argumentos que endossem suas ideias sobre o resultado e estipule o método “rigoroso” sobre o qual a pesquisa foi construída.

E se esses dados forem mesmo passíveis de refutação, não tenha medo de tentar refutá-los. O pesquisador não é o dono da verdade, tente sempre ponderar o discurso.

A antítese pode demorar algumas seções, tente criar objetivos para cada seção, separando justificativas que comprovem cada passo.

SÍNTESE

Após descrever a pesquisa, justificá-la e apresentar os dados, o pesquisador pode fazer uma síntese.

Comece recuperando as suposições apresentadas no início do artigo. Lembre o contexto em que elas foram apresentadas e prepare a resposta.

Com uma seleção de resumos sobre cada seção do artigo, é possível criar uma resposta em retrospectiva de tudo o que foi explicitado.

A retrospectiva lembra os passos da pesquisa e convence o leitor da relevância dos dados.

Com esses trechos, enfim, os resultados podem ser apresentados. O pesquisador pode pontuar detalhes, lembrar métodos e adicionar pequenas notas sobre a rotina (como a pesquisa aconteceu concretamente?).

O fechamento podem ser dois pequenos parágrafos sobre continuidade e ponderações gerais sobre o tema.

Concluindo

A gente sabe que é mais fácil falar do que escrever artigo científico na prática. Mas se serve de consolo, todos pesquisadores passam por esse momento.

Escrever, em qualquer instância, é uma prática e só fica mais fácil com o exercício contínuo.

 

Boa sorte nos seus estudos e mão na massa!

🧡🧡🧡

 

RESUMO

 

Como fazer um artigo científico?

        • Artigos científicos são pequenos textos de até 25 páginas;
        • Textos científicos começam pelos dados;
        • Os dados precisam ser exatos, conferidos e encontráveis;
        • Tenha um método;
        • Mantenha o diálogo com colegas;
        • Textos científicos não são novos;
        • Faça uma suposição;
        • Apresente destaques;
        • Apresente os dados como argumentos que endossem suas ideias sobre o resultado;
        • estipule o método “rigoroso” sobre o qual a pesquisa foi construída;
        • Separe os passos da pesquisa em seções;
        • Recupere as suposições;
        • Resuma as seções;
        • Apresente resultados detalhados;
        • Termine com possíveis continuidades de pesquisa e considerações sobre o contexto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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