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7 dúvidas sobre Mentorias Acadêmicas

Afinal, o que são mentorias acadêmicas e porque ficaram tão populares nos últimos anos

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Se você é pesquisador e usuário de redes sociais, possivelmente notou um aumento considerável de contas propagando auxílios e acompanhamentos para pesquisa e escrita de textos acadêmicos.

De soluções milagrosas de 24 horas, até mentorias exclusivas o mercado evoluiu muito. Hoje existe uma pluralidade de cursos, aulas, workshops e webinares que ajudam (e atrapalham também) o desenvolvimento acadêmico.

Falando nisso, a Equipe inclusive lançou em 2021 a Consultoria Acadêmica, hoje incluída no nosso Plano Premium.

Mas, o que tudo isso significa? É possível auxiliar um pós-graduando no percurso de produção científica? Quem são os profissionais habilitados para essa tarefa? Existe algum milagre nisso tudo?

Vamos dissecar esse fenômeno da internet e descobrir o que faz ou não sentido nessa história.

1- Mentoria ou consultoria?

Primeiro, vamos explicar a diferença entre mentoria e consultoria. Você sabe qual é?

 

Mentoria é um acompanhamento de carreira feito por um profissional sênior.

Mentores são profissionais já reconhecidos no mercado com vasta bagagem profissional. Mentores não costumam cobrar (financeiramente) por encontros, cafézinhos etc.

A mentoria surgiu na internet puxada pelo avanço do LinkedIn, aproximando recém-formados a profissionais em fins de carreira.

A ideia central era replicar o que instituições de outros países já institucionalizaram, trazer oportunidades de trabalho e reconhecimento para quem ainda nem sabia por onde começar.

Mentorias não são (ou não eram) treinamentos, estágios ou qualquer unidade de trabalho integrado. O profissional sênior era responsável pelos conselhos e apresentações e nada mais.

Ser mentorado por um profissional reconhecido funcionava como cartão de visitas.

 

Consultoria é uma avaliação profissional de um cenário.

Consultores são profissionais especializados que podem ser pontualmente contratados para avaliação, resolução e rearranjo dentro de um ecossistema.

Por exemplo, quando uma obra corre o risco de ser embargada por questão ambiental, uma consultoria é contratada para avaliar riscos e possíveis despesas no projeto, economizando dinheiro para a empresa.

Qualquer profissional especializado pode ser um consultor, basta que ele esteja habilitado para o trabalho e possua o knowhow para a análise prestada.

As consultorias ganharam força quando muitas empresas pararam de contratar profissionais altamente especializados por CLT. Para diminuir custos, ficou mais simples contratar por projeto, por isso mais consultores.

 

2- E o Orientador Profissional?

A orientação acadêmica (aquela feita na universidade) é exclusiva do meio acadêmico. O orientador é responsável por acolher um pesquisador em uma linha de pesquisa.

O professor escolhido para orientar uma pesquisa acadêmica tem a função de direcionar o raciocínio científico do pesquisador e alinhar aquilo que será pesquisado.

O tema tem “relevância”? A pesquisa está de acordo com a linha do PPG? Os resultados adicionam conhecimento ao projeto que está em curso?

O professor indica leituras, ensina métodos de pesquisa e garante que os resultados estejam “exatos”, eles são embasados e justificados.

Quando um pesquisador, no nível de mestrado, doutorado ou ainda na graduação, é convidado a ingressar um projeto científico, ele integra um grupo de cientistas.

E é justamente por isso que não existe orientador profissional.

A orientação é um procedimento acadêmico para garantir veracidade nas informações levantadas na pesquisa. O pesquisador é integrante da pesquisa do orientador.

 

3- No reino da internet, quem pode ser mentor?

Na internet, consultorias, mentorias e orientações ficaram muito famosas. Quem nunca ouviu falar do Artigo em 24 horas ou TCC em 7 dias?

Professores renomados e pesquisadores pouco influentes estão nas redes sociais oferecendo todos esses serviços.

Durante a pandemia, propaganda de serviços e produtos que antes habitavam única e exclusivamente os murais de universidade conquistaram espaço no nosso dia a dia através das redes sociais.

Isso é bom?

Depende de como enxergamos a situação. É óbvio que não gostamos de ser interrompidos com propagandas no nosso horário de lazer, mas a socialização da propaganda de mural democratizou o acesso a esses serviços.

Com a democratização, o papel crítico se volta para o usuário. Quem garante a qualidade desses serviços?

Mais do que escolher mentoria ou consultoria, a análise profissional acaba sendo o grande parâmetro na escolha.

 

4- Existe milagre? Como funciona?

De toda forma, os métodos de prestação desses serviços não mudaram muito nos últimos 5 anos. O pesquisador pode contratar uma mentoria ou consultoria de dois profissionais diferentes e receber soluções muito parecidas.

A ideia por trás desses auxílios é fazer o pesquisador produzir. Seja organizando, ensinando, escrevendo e até mesmo fazendo exercícios práticos, o resultado é o mesmo: um texto ou aprovação em processo seletivo.

Por isso não existe milagre. O pesquisador pode aprender a escrever um TCC em 7 dias, mas o processo de aprendizagem em si demora um pouco mais que isso.

Cada mentoria, consultoria, orientação acadêmica (cursos online também) é um processo didático de apreensão de uma habilidade. E isso demora.

Quantas vezes você aprendeu alguma habilidade da noite para o dia?

 

5- Vale a pena contratar uma mentoria?

Se você está com muita dificuldade para escrever um trabalho acadêmico, ou se você tem um objetivo muito ambicioso quanto ao meio científico, a resposta é sim.

Mentorias, em qualquer área, são indicadas para quem quer fazer MUITO. Seria muita pretensão achar que na vida é possível conquistar grandes feitos sozinho.

Nesse ponto, a cultura da mentoria veio para ficar. Os resultados são visíveis para quem contou com a ajuda de um parceiro mais influente ou mais capacitado. Contar com a experiência empírica de outra pessoa pode ser fundamental.

Cerca de 40% dos estudantes de pós-graduação não terminam os estudos no tempo esperado. Esse fenômeno é causado por alguns motivos, mas principalmente pela falta de suporte.

Dinheiro, família, transporte, tempo e sobrecarga de trabalho apontam como os principais problemas do pós-graduando.

Mentores organizam e preparam profissionais para essa realidade, fazendo em parte o papel desse suporte. Por isso, se você estiver precisando, procure esse apoio.

 

6- Não é melhor fazer um curso?

Para aqueles que desejam aprimoramento, os cursos, workshops e palestras são muito eficazes. Hoje é possível aprender sobre o meio acadêmico sem necessariamente estar inscrito em uma pós-graduação.

Nada impede que o pesquisador aprenda a fazer uma pesquisa antes de prestar provas e concursos de seleção.

Para preparação, estão na moda os cursos de softskils (alguns gratuitos) e os tutoriais de canais do Youtube.

Quem escolhe o caminho dos cursos, escolhe a permanência. Aprender uma habilidade é apropriar-se dela e não esquecer como praticá-la.

O conhecimento sempre vale a pena.

 

 

7- Dá pra sobreviver sem isso?

Apesar de tudo isso, dá para sobreviver sem. Muitos alunos finalizam cursos sem nenhum auxílio extra, o importante é saber que se não for possível, existe um caminho de ajuda.

 

Concluindo

A internet está cheia de produtores de conteúdo, influenciadores e criadores. Cada profissional possui suas habilidades e soluções para a mesma questão: produção acadêmica.

Não existe milagre ou inovação tecnológica. De uma forma ou outra, você será levado para uma aprendizagem.

Para não cair em ciladas, pesquise referências e compare as características de serviços com as especificações de mentoria e consultoria listadas neste post. O que você precisa? Quais são as suas expectativas?

Esteja ciente da sua escolha e, se for o que você precisa, vá em frente. Aprender só vai te ajudar.

 

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